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quinta-feira, 13 de março de 2014

Páscoa em Libras



O que significa a Páscoa?

PÁSCOA

Páscoa

Qual é o significado da Páscoa?
Os historiadores contam que a celebração 
da Páscoa era feita desde a antiguidade, principalmente pelos povos europeus, mas
com o objetivo de comemorar a entrada da primavera, que representava e ainda representa 
uma estação que traz vida e a possibilidade de plantio e colheita de alimento.
Com o passar dos anos passou a ter significações religiosas, com interpretações diferentes 
dependendo da religião.
Para os cristãos, a Páscoa celebra a ressurreição
de Jesus Cristo. Depois de morrer na cruz, seu
corpo foi colocado em um sepulcro, onde ali permaneceu, até sua ressurreição, quando seu espírito e seu corpo foram reunificados.
Para os judeus, a Páscoa, também chamada de Pessach, ou Passover recorda a travessia dos judeus do Egito até a Terra Prometida - marcada pela conhecida travessia do Mar Vermelho - comemorando o êxodo dos israelitas do Egito durante o reinado do faraó Ramsés II, da escravidão para a liberdade.
Como vimos, tanto a Páscoa cristã como a Páscoa judaica são rituais de passagem:
- Páscoa Cristã - lembra a jornada de Jesus da morte à vida.
- Páscoa Judaica - travessia pelo Mar Vermelho, da escravidão à liberdade.
 
Além de toda a significação religiosa a Páscoa e uma comemoração alegre para as crianças, pois é repleta de símbolos, ovos coloridos e muitas brincadeiras divertidas.
Entre os símbolos que marcam a comemoração da Páscoa, temos:
coelho da Páscoa representa a abundância de vida, pelo fato da prole deste animal ter um grande número de filhotes. Isto se relaciona com o cristianismo pela perspectiva da Vida Nova anunciada por Jesus em sua ressurreição, além de lembrar a fecundidade da palavra de Deus entre os povos. Este símbolo foi trazido para as Américas pelos imigrantes alemães em meados do século XVIII. Era tradição em vários países contar às crianças que o coelho visitava as casas e escondiam os ovinhos para que elas os procurassem, tradição esta que ocorre até os nossos dias e é bem divertida!
ovo de Páscoa simboliza o começo da vida, por isso eram oferecidos aos familiares e amigos nesta época. Antigamente não existiam ovos de chocolate, então usava-se ovos cozidos e depois decorados. Essa tradição continua em muitos países até hoje, mas... Depois de 1830, quando surgiram as primeiras fábricas de chocolate na Inglaterra, essa tradição ganhou outro sabor e os ovos passaram a ser de chocolate. Sem dúvida é uma delícia!!!
colomba pascal tem o formato da "pomba da paz" que significa a vinda do Espírito Santo. Conta a lenda que este símbolo surgiu na vila de Pavia, na Itália, onde um confeiteiro teria evitado a invasão da vila oferecendo este agrado ao rei, mantendo assim a paz no local.
O mais antigo símbolo da Páscoa é o cordeiro. De acordo com o Antigo Testamento, a Páscoa era celebrada com os pães ázimos (sem fermento) e com o sacrifício de um cordeiro como recordação da libertação da escravidão do Egito. Assim o povo de Israel celebrava a libertação e a aliança de Deus com seu povo. Já no Novo Testamento, Cristo é o Cordeiro de Deus sacrificado uma vez por todas em prol da salvação de toda a humanidade.
Círio pascal é uma vela acesa que significa o renascimento e a luz que ilumina nossos caminhos. Em muitos locais é comum o círio pascal ser transportado de um local à outro nas procissões.
Já o girassol é a forma de mostrar que a humanidade deve seguir a luz de Deus, assim como essa flor acompanha a luz do sol onde quer que o sol esteja.
O símbolo da despedida de Jesus entre os apóstolos antes de ser crucificado é o pão e o vinho. Eles marcam também o anuncio de uma nova vida que começaria em breve.
Na mesa o almoço de Páscoa, nada mais adequado que colocar trigo e uva, que representam o pão e o vinho da Santa Missa.
Os sinos da Páscoa cantam a alegria da ressurreição e soando junto com os cânticos de aleluia para anunciar novos tempos e alma nova para o povo.
Já as brincadeiras de Páscoa são muito divertidas...
Além da tradicional brincadeira de procurar os ovos escondidos pelo coelhinho, é bem divertido também colocar vários ovinhos bem pequenos em cestas e organizar as crianças em equipes Quem contar mais rapidamente é o vencedor e leva o prêmio.
Já brincou de corrida do ovo? É bem divertida: no pátio da escola ou no quintal de casa, as crianças deverão levar ovos cozidos em uma colher de um lado a outro sem deixar que eles caiam. Parece fácil, mas não é não! Como prêmio, quem chegar primeiro sem derruba o ovo poderá ganhar um ovo de Páscoa.
Outra brincadeira bem divertida é coelhinho sai da toca: as crianças são divididas em grupos de três e formam um grande círculo. De cada três, dois ficam um na frente do outro, dão as mãos e erguem os braços. O terceiro fica no meio, embaixo dos braços unidos dos amigos, fazendo o papel de um coelho dentro da toca. No centro do círculo ficará uma única criança, que será um coelho solitário. Uma pessoa do grupo é escolhida para gritar: “Coelhinho, sai da toca!". Nessa hora, todos os coelhinhos saem de suas tocas e aquele que estava no círculo também. E todos procuram uma nova toca. Quem ficar sem toca vai para o centro e a brincadeira continua.
Para brincar de corrida de coelhos é preciso ter muito fôlego, veja só: dividir as crianças em duas ou mais equipes. Marcar com o giz a linha de saída/chegada e com os cones o ponto de retorno. As equipes deverão permanecer em colunas atrás da linha. Ao sinal, a primeira criança de cada equipe, deverá sair saltando como um coelhinho até o cone, contorná-lo e retornar até a linha, onde a próxima criança iniciará o processo, até a última. Vence a equipe que terminar primeiro.
Para brincar de rabo do coelho você vai precisar de uma cartolina com o desenho de um coelho, de costas, com um pompom feito de lã ou outro material, fita crepe e venda para os olhos. O coelho deve ser fixado na parede e os participantes, com olhos vendados deverão encaixar o rabo do coelho no lugar certo.
Curiosidades:


O Domingo de Ramos marca o início da Semana Santa. A data recebeu este nome em referência ao trecho bíblico que narra a visita de Jesus Cristo à Jerusalém poucos dias antes de sua crucificação. Ao saber que Cristo estava próximo da cidade, a população cortou ramos de árvores, ramagens e folhas de palmeiras para recebê-lo. Ele entrou no lugar no dia seguinte, montado em um jumento, e foi recebido com o abanar de folhagens.
(fonte: Guia dos Curiosos)

quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

HISTÓRIA, DEFICIÊNCIA E EDUCAÇÃO ESPECIAL

Resumo: O objetivo deste texto é fazer um rastreamento histórico da Educação Especial, 
procurando resgatar os diferentes momentos vivenciados, objetivando compreender os fatos que influenciaram na prática do cotidiano escolar as conquistas alcançadas pelas pessoas que apresentam necessidades educacionais especiais. Desde a Antiguidade, com a eliminação física ou o abandono, passando pela prática caritativa da Idade Média, o que era uma forma de exclusão, ou na Idade Moderna, em que o Humanismo, ao exaltar o valor do homem, tinha uma visão patológica da pessoa que apresentava deficiência, o que trazia como conseqüência sua separação e menosprezo da sociedade, podemos constatar que a maneira pela qual as diversas formações sociais lidaram com a pessoa que apresentava deficiência reflete a estrutura econômica, social e política do momento. Durante a maior parte da História da Humanidade, o deficiente foi vítima de segregação, pois a ênfase era na sua incapacidade, na anormalidade. Na década de 70 surgiu o movimento da Integração, com o conceito de normalização, expressando que ao deficiente devem ser dadas condições as mais semelhantes às oferecidas na sociedade em eu ele vive. Em meados da década de 90, no Brasil, começaram as discussões em torno do novo modelo de atendimento escolar denominado Inclusão Escolar. Esse novo paradigma surge como uma reação contrária ao princípio de integração, e sua efetivação prática tem gerado muitas controvérsias e discussões. 

Clique aqui:
http://www.histedbr.fae.unicamp.br/revista/revis/revis15/art1_15.pdf

terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

História dos surdos

História dos surdos

Gesticulando

A história dos surdos regista os acontecimentos históricos dos surdos, como grupo que possui uma língua, uma identidade e uma cultura.
Ao longo das eras, os Surdos travaram grandes batalhas pela afirmação da sua identidade, da comunidade surda, da sua língua1 e da sua cultura,2 até alcançarem o reconhecimento que têm hoje, na era moderna.
História dos surdos


Até à Idade Média

No Egito, os Surdos eram adorados, como se fossem deuses, serviam de mediadores entre os deuses e os Faraós, sendo temidos e respeitados pela população.
Na época do povo Hebreu, na Lei Hebraica, aparecem pela primeira vez, referências aos Surdos.


Grécia
Na Antigüidade os chineses lançavam-nos ao mar, os gauleses sacrificavam-nos aos deuses Teutates, em Esparta eram lançados do alto dos rochedos. Na Grécia, os Surdos eram encarados como seres incompetentes. Aristóteles,3 ensinava que os que nasciam surdos, por não possuírem linguagem, não eram capazes de raciocinar. Essa crença, comum na época, fazia com que, na Grécia, os Surdos não recebessem educação secular, não tivessem direitos, fossem marginalizados (juntamente com os deficientes mentais e os doentes) e que muitas vezes fossem condenados à morte. No entanto, em 360 a.C., Sócrates, declarou que era aceitável que os Surdos comunicassem com as mãos e o corpo. Séneca afirmou:
Cquote1.svg Matam-se cães quando estão com raiva; exterminam-se touros bravios; cortam-se as cabeças das ovelhas enfermas para que as demais não sejam contaminadas; matamos os fetos e os recém-nascidos monstruosos; se nascerem defeituosos e monstruosos, afogamo-los, não devido ao ódio, mas à razão, para distinguirmos as coisas inúteis das saudáveis.
Os Romanos, influenciados pelo povo grego, tinham ideias semelhantes acerca dos Surdos, vendo-o como ser imperfeito, sem direito a pertencer à sociedade, de acordo com Lucrécio e Plínio. Era comum lançarem as crianças surdas (especialmente as pobres) ao rio Tibre, para serem cuidados pelas Ninfas. O imperador Justiniano, em 529 a.C., criou uma lei que impossibilitava os Surdos de celebrar contratos, elaborar testamentos e até de possuir propriedades ou reclamar heranças (com excepção dos Surdos que falavam).


Roma
Em Constantinopla, as regras para os Surdos eram basicamente as mesmas. No entanto, lá os Surdos realizavam algumas tarefas, tais como o serviço de corte, como pajens das mulheres, ou como bobos, de entretenimento do sultão.
Mais tarde, Santo Agostinho defendia a ideia de que os pais de filhos Surdos estavam a pagar por algum pecado que haviam cometido. Acreditava que os Surdos podiam comunicar por meio de gestos, que, em equivalência à fala, eram aceites quanto à salvação da alma.
Os cristãos, até à Idade Média, criam que os Surdos, diferentemente dos ouvintes, não possuíam uma alma imortal, uma vez que eram incapazes de proferir os sacramentos.
John Beverley, em 700 d.C., ensinou um Surdo a falar, pela primeira vez (em que há registo). Por essa razão, ele foi considerado por muitos como o primeiro educador de Surdos.
É só aqui, no fim da Idade Média e inicio do Renascimento, que saímos da perspectiva religiosa para a perspectiva da razão, em que a deficiência passa a ser analisada sob a óptica médica e científica.


Até à Idade Moderna

Foi na Idade Moderna que se distinguiu, pela primeira vez, surdez de mudez. A expressão surdo-mudo, deixou de ser a designação do Surdo.


Pedro Ponce de León
Pedro Ponce de León, um monge católico da ordem dos beneditinos, inicia, mundialmente, a história dos Surdos, tal como a conhecemos hoje em dia. Para além de fundar uma escola para Surdos, em Madrid, ele dedicou grande parte da sua vida a ensinar os filhos Surdos, de pessoas nobres, nobres esses que de bom grado lhe encarregavam os filhos, para que pudessem ter privilégios perante a lei (assim, a preocupação geral em educar os Surdos, na época, era tão somente económica). León desenvolveu um alfabeto manual, que ajudava os Surdos a soletrar as palavras (há quem defenda a ideia de que esse alfabeto manual foi baseado nos gestos criados por monges, que comunicavam entre si desta maneira pelo facto de terem feito voto de silêncio).
Nesta época era costume que as crianças que recebiam este tipo de educação e tratamento fossem filhas de pessoas que tinham uma situação económica boa. As demais eram colocadas em asilos com pessoas das mais diversas origens e problemas, pois não se acreditava que pudessem se desenvolver em função da sua "anormalidade".5
Juan Pablo Bonet, aproveitando o trabalho iniciado por León, foi estudioso dos Surdos e seu educador. Escreveu sobre as maneiras de ensinar os Surdos a ler e a falar, por meio do alfabeto manual. Bonet proibia o uso da língua gestual, optando o método oral.
John Bulwer, médico inglês, acreditava que a língua gestual deveria possuir um lugar de destaque, na educação para os Surdos; foi o primeiro a desenvolver um método para comunicar com os Surdos. Publicou vários livros, que realçam o uso de gestos.
John Wallis (1616-1703), educador de Surdos e estudioso da surdez, depois de tentara ensinar vários Surdos a falar, desistiu desse método de ensino, dedicando-se mais ao ensino da escrita. Usava gestos, no seu ensino. George Dalgarno desenvolveu um sistema inovador de dactilologia. Konrah Amman, defensor da leitura labial, já que considerava que a fala era uma dádiva de Deus que fazia com que a pessoa fosse humana (não considerava os Surdos que não falavam como humanos). Amman não fazia uso da língua gestual, pois acreditava que os gestos atrofiavam a mente, embora os usasse como método de ensino, para atingir a oralidade.


França
Charles Michel de L'Épée, nascido em 1712, ensinava, numa primeira fase, os Surdos, por motivos religiosos. Muitos o consideram criador da língua gestual. Embora saibamos que a mesma já existia antes dele, L'Épée reconheceu que essa língua realmente existia e que se desenvolvia (embora a não considerasse uma língua com gramática). Os seus principais contributos foram:
criação do Instituto Nacional de Surdos-Mudos, em Paris (primeira escola de Surdos do mundo);
reconhecimento do Surdo como ser humano, por reconhecer a sua língua;
adopção do método de educação colectiva;
reconhecimento de que ensinar o Surdo a falar seria perda de tempo, antes que se devia ensinar-lhe a língua gestual.

Jacob Rodrigues Pereira, educador de Surdos que usava gestos mas sempre defendeu a oralização dos Surdos. Nunca publicou nenhum dos seus estudos. Thomas Braidwood, fundou uma escola de Surdos, em Edimburgo (a primeira escola de correcção da fala da Europa). Samuel Heinicke, ensinou vários Surdos a falar, criando e definindo o método hoje conhecido como Oralismo.

Até à Idade Contemporânea

Depois da Revolução Francesa e durante a Revolução Industrial, entrou-se numa era de disputa entre os métodos oralistas e os baseados na língua gestual. Roch-Ambroise Cucurron Sicard foi um abade francês, famoso pelo seu trabalho como educador de Surdos; Sicard fundou a escola de Surdos de Bordéus, em 1782, posteriormente sucedeu a L'Épée, como director do instituto criado pelo mesmo, também apoiou a criação de vários institutos de surdos em todo o país. Pierre Desloges, francês, tornou-se surdo aos 7 anos, devido à varíola, foi defensor da língua gestual, tendo sido autor do primeiro livro publicado por um surdo, onde revelava a sua indignação contra as ideias do Abade Deschamps, que havia publicado um livro que criticava a língua gestual. Desloges, a esse respeito, declarou o seguinte:
Tal como o francês vê a sua língua desvirtuada por um alemão que apenas conhece algumas palavras da língua francesa, penso que devo defender a minha língua contra as acusações falsas deste autor.

Desloges, em seu livro, defende a ideia de que a língua gestual (Antiga Língua Gestual Francesa) já existia, mesmo antes do aparecimento das primeiras escolas de surdos, como criação dos surdos e sua língua natural.


Thomas Hopkins Gallaudet
Jean Itard, primeiro médico a interessar-se pelo estudo da surdez e das deficiências auditivas, usava os seguintes métodos nas suas pesquisas: cargas eléctricas, sangramentos, perfuração de tímpanos, entre outras.
Jean Massieu foi um dos primeiros professores surdos do mundo. Laurent Clerc, surdo francês, educador, acompanhou Thomas Hopkins Gallaudet, educador ouvinte, aos EUA, onde abriram uma escola para surdos, em Abril de 1817, a Escola de Hartford. Gallaudet instituiu nessa escola a Língua Gestual Americana, passou ainda a seu usado o inglês escrito e o alfabeto manual. Em 1830, quando Gallaudet se reformou, já existiam nos Estados Unidos cerca de 30 escolas para surdos.
Ver artigo principal: Thomas Hopkins Gallaudet
Edward Miner Gallaudet, filho de Thomas Gallaudet e também educador de surdos, lutou pela elevação do estatuto do Instituto de Colúmbia a colégio. Esse colégio deu origem, em 1857, à Universidade Gallaudet, onde for presidente por 40 anos.
Nesse interím, Alexander Graham Bell, cientista estadunidense, trabalhava na oralização dos surdos. Casou com uma surda, Mabel. Bell era grande defensor do oralismo e opunha-se à língua gestual e às comunidades de surdos, uma vez que as considerava como um perigo contra a sociedade. Assim sendo, Bell defendia que os surdos não deveriam poder casar entre si e deveriam obrigatoriamente frequentar escolas normais, regulares. No entanto, em 1887 Bell, no Congresso de Milão, admitiu que os surdos deveriam ser oralizados durante um ano, mas se isso não resultasse, então poderiam ser expostos à língua gestual.7 Esta luta entre o oralismo e a língua gestual continua até aos nossos dias.8


Hellen Keller
Em 1880 nasce Hellen Keller, nos Estados Unidos. Hellen ficou cega e surda aos 19 meses de idade, por causa de uma doença. Aos 7 anos Hellen havia criado cerca de 60 gestos (br: sinais) para se comunicar com os familiares. Anne Sulivan, a professora de Hellen, isolou-a do resto da família, conseguindo assim disciplinar e ensinar Hellen. Sullivan ensina a Hellen usando o método de Tadona, que consiste em tocar os lábios e a garganta da pessoa que fala, sendo isso combinado com dactilologia na palma da mão. Hellen aprendeu a ler inglês, francês, alemão, grego e latim, através do braile. Aos 24 anos formou-se, em Radcliffe. Foi sufragista, pacifista e apoiante do planeamento familiar. Fundou o Hellen Keller International, uma organização para prevenir a cegueira. Publicou muitos livros e foi galardoada por Lydon B. Johnson, com a Presidential Medal od Freedoms.

Associativismo

Quando Sicard morreu, o Instituto Nacional de Surdos-Mudos de Paris iniciou um período conturbado. Além de sucessivos diretores que nunca conseguiram estabelecer uma liderança forte, as questões institucionais eram tratadas como questões familiares e o Institudo começou a perder crédito. Como ao longo de toda a história dos surdos, nesta época a luta entre adeptos do oralismo e do gestualismo continuava, dentro e fora do Instituto.
Bébian fundou uma escola privada para surdos, em Paris, onde usava o seu defendido método oralista, sendo proibido aos alunos do Instituto Nacional que contactassem com Bébian, quer dentro quer fora do Instituto.
Em 1829 o Instituto tinha apenas dois professores Surdos e apenas alunos do sexo masculino usufruíam de suas aulas; não existiam pessoas Surdas no conselho diretivo, no conselho colsultivo, na formação vocacional, nem mesmo entre os monitores. Por estarem cientes destes problemas, alguns professores uniram-se na tentativa de mudar o rumo da situação e surgem então duas frentes ideológicas, de um lado os defensores do método oralista, de outro lado os defensores do gestualismo.
No final de 1830 houve um grande movimento de pessoas Surdas, que mexeu com as bases do instituto. Ferdinad Berthier, líder de uma delegação de surdos, escreveu ao Rei Luís Filipe, de França, pedindo a readmissão de Bébian na direção do Instituto - o que chocou de tal modo a administração do Instituto que apenas aumentou as lutas e os desentendimentos de adeptos oralistas e gestualistas, que entraram em ruptura.
Neste época, quase todas as escolas de Surdos em França usavam os métodos de Bébian na educação dos surdos e criticavam as posições do Instituto.
Em 1834, um comité de dez membros Surdos liderados por Berthier organizou um banquete em honra do Abade de L'Épée, banquete esse que se tornou um evento anual, usado pelos Surdos como fórum a fim de publicitar as suas ideias e exigências. Nascia assim o Movimento Surdo, numa época em que pessoas Surdas tomavam conta de suas vidas e tomavam consciência do que os rodeava, lutando por seus direitos e resolvendo seus próprios problemas. Com o tempo, estes banquetes tornaram-se festivais de Língua Gestual.
Em 1838 foi fundada a Sociedade Central de Assistência e Educação de Surdos-Mudos - a primeira associação de Surdos do mundo.

Congresso de Milão


Alexander Graham Bell
Antes do Congresso, na Europa, durante o século XVIII, surgiam duas tendências distintas na educação dos surdos: o gestualismo (ou método francês) e o oralismo (ou método alemão). A grande maioria dos surdos defendia o gestualismo enquanto que apenas os ouvintes apoiavam o oralismo - por exemplo Bell, nos EUA, fazia campanha a favor deste método, entre muitos outros professores, médicos, etc.
Ver artigo principal: Alexander Graham Bell
Em 1872, no Congresso de Veneza, decidiu-se o seguinte:
O meio humano para a comunicação do pensamento é a língua oral;
Se orientados, os surdos lêem os lábios e falam;
A língua oral tem vantagens para o desenvolvimento do intelecto, da moral e da linguística
O Congresso de Milão, em 1880, foi um momento obscuro na História dos surdos, uma que que lá um grupo de ouvintes, tomou a decisão de excluir a língua gestual do ensino de surdos, substituindo-a pelo oralismo (o comité do congresso era unicamente constituído por ouvintes.).9 Em consequência disso, o oralismo foi a técnica preferida na educação dos surdos durante fins do século XIX e grande parte do século XX.
O Congresso durou 3 dias, nos quais foram votadas 8 resoluções, sendo que apenas uma (a terceira) foi aprovada por unanimidade. As resoluções são:
O uso da língua falada, no ensino e educação dos surdos, deve preferir-se à língua gestual;
O uso da língua gestual em simultâneo com a língua oral, no ensino de surdos, afecta a fala, a leitura labial e a clareza dos conceitos, pelo que a língua articulada pura deve ser preferida;
Os governos devem tomar medidas para que todos os surdos recebam educação;
O método mais apropriado para os surdos se apropriarem da fala é o método intuitivo (primeiro a fala depois a escrita); a gramática deve ser ensinada através de exemplos práticos, com a maior clareza possível; devem ser facultados aos surdos livros com palavras e formas de linguagem conhecidas pelo surdo;
Os educadores de surdos, do método oralista, devem aplicar-se na elaboração de obras específicas desta matéria;
Os surdos, depois de terminado o seu ensino oralista, não esqueceram o conhecimento adquirido, devendo, por isso, usar a língua oral na conversação com pessoas falantes, já que a fala se desenvolve com a prática;
A idade mais favorável para admitir uma criança surda na escola é entre os 8-10 anos, sendo que a criança deve permanecer na escola um mínimo de 7-8 anos; nenhum educador de surdos deve ter mais de 10 alunos em simultâneo;
Com o objectivo de se implementar, com urgência, o método oralista, deviam ser reunidas as crianças surdas recém admitidas nas escolas, onde deveriam ser instruídas através da fala; essas mesmas crianças deveriam estar separadas das crianças mais avançadas, que já haviam recebido educação gestual, a fim de que não fossem contaminadas; os alunos antigos também deveriam ser ensinados segundo este novo sistema oral.10
Uma década depois do Congresso de Milão, acreditava-se que o ensino da língua gestual quase tinha desaparecido das escolas em toda a Europa, e o oralismo espalhava-se para outros continentes.

Durante o século XX


Em resultado da evolução nos campos da tecnologia e da ciência, no século XX, particularmente no campo da surdez, a educação dos surdos passou a ser dominada pelo oralismo (que encara a surdez como algo que pode ser corrigido). No entanto, sem a cura da surdez11 os insucessos do oralismo começaram a ser evidenciados, pois os surdos educados no método não os ajudava a conseguir um emprego, comunicar com ouvintes desconhecidos ou manter uma conversa fluída. 12


Ilustração do interior de um implante coclear.
Entretanto, surge o primeiro aparelho auditivo, em 1898.13 Na Antiguidade, os aparelhos usados eram cornetas, ou tubos acústicos,,14 mas a ampliação electrónica começou com Bell, em 1876, quando inventou o telefone com a intenção de amplificar o som para a sua esposa e mãe, ambas surdas.15 ideia que é concretizada em 1900, em Viena, por Ferdinand Alt.16 Só em 1948 surgem aparelhos com pilhas incorporadas e em 1953 começou a ser usado o transístor em próteses.
Em 1970 aparecem as primeiras tentativas de implantação coclear. Esse tipo de implante sempre gerou muita controvérsia nas comunidades surdas em todo o mundo. Os argumentos a favor do implante resumem-se ao acesso à língua oral, na idade crítica de aquisição, que a cirurgia é simples e segura e com a possibilidade de proporcionar à criança de ter uma vida social com som, e não com deficiência.17 18 No entanto, a comunidade surda, como um todo, é contra a implantação coclear em crianças surdas, antes da aquisição da linguagem.19 20 Pensa a comunidade que obrigar a criança surda a ser ouvinte, mesmo não sendo, influencia outros a negligenciar necessidades e meios de apoio à deficiência. Muitos médicos recomendam que o implante coclear seja acompanhado com a língua gestual, especialmente nos primeiros anos da criança, a fim de assegurar o pleno desenvolvimento cognitivo da criança. Segundo fontes médicas, os riscos do implante coclear incluem: infecção, vertigem, estimulação retardada, forte exposição a campos magnéticos, necessidade de acompanhamento médico por toda a vida.

Segunda Guerra Mundial

Em 1920, antes da chegada dos nazis ao poder, surgiu nos EUA e na Alemanha um movimento da comunidade médica, com apoio das sociedades em questão, em prol da esterilização de doentes mentais e psicopatas criminosos (na Alemanha este movimento ficou conhecido como higiene racial). Em 1933, com a chegada dos nazis ao poder, este movimento teve suporte político. Nesse mesmo ano, na Alemanha, foi aprovada uma lei para esterilizar as pessoas que possuíam doenças genéticas transmissíveis, incluindo a surdez.
Na época, Berlim continha cerca de vinte e cinco comunidades de Surdos.
Em Junho de 1933, o jornal alemão mencionou o primeiro Surdo a pertencer às S.A. e uma unidade militar composta dos Surdos; um ano mais tarde, esta unidade foi dissolvida, sob pretexto de que o grupo não reunia o perfil da imagem do nazismo ideal.
Entretanto, os Surdos começaram a perder os seus direitos:
os programas recreativos para surdos foram extintos;
crianças surdas foram expulsas das escolas e denunciadas às autoridades;
gradualmente, as escolas de Surdos foram encerradas e convertidas em hospitais militares.
Dados comprovam que, em 1937, 95% das crianças surdas pertenciam à juventude hitleriana, tendo a letra G (em alemão, inicial de gehoerlosan) marcada no ombro do casaco.
Posteriormente, assim que começou a guerra, a Alemanha passou da esterilização para a eutanásia, tanto por razões económicas, como por razões ideológicas. Em 1941, era comum o uso de eutanásia nos hospitais, onde eram mortos bebés com deficiência, incluindo surdos.25 Posteriormente, tornou-se comum a prática do aborto, que era aplicada quando se suspeitava que os fetos poderiam ter deficiências congénitas, ou qualquer tipo de doença, como no caso da surdez.
Poucos surdos escaparam, sobrevivendo em guetos e nos campos de concentração na Alemanha, Polónia e Hungria.



Prova do Prolibras para estudar



1)    Prova objetiva – assistir vídeo, escolher alternativa na prova escrita e marcar folha de resposta:  2006, 2007, 2008, 2009, 2010, 2011, 2012 e 2013

2)    História da educação de surdos no Brasil e no mundo.

3)    Datilologia

4)    Configuração de mãos.

5)    Classificadores.

6)    Educação bilíngue para surdos.

7)    Comunicação com surdos

8)    Interprete de LIBRAS

9)    Cultura Surda

10) Cinco parâmetros

11) Números

12) Sinais compostos

13) Negação em LIBRAS

14) Lei nº 10.098 de 19 de dezembro de 2000.

·                          15. Decreto nº 5.296, de 02 de dezembro de 2004.

15) Esta portaria obriga as escolas a manter um intérprete em sala de aula no ensino superior. Portaria nº 1679 de 02 de dezembro de 1990

16) Estatuto da Criança e do Adolescente – Lei nº 8.069 de 13 de julho de 1990.

·                          18. Fundador de Feneis:
17) Em 1977 foi fundada a Federação Nacional de Educação e Integração dos Deficientes Auditivos - Feneida. Entretanto a representatividade dos surdos estava comprometida, pois a nova entidade era composta apenas por pessoas ouvintes.
18) Em 16 de maio de 1987, em Assembleia Geral, a nova diretoria reestruturou o estatuto da instituição, que passou a se chamar Federação Nacional de Educação e Integração dos Surdos - Feneis.

·                          19. Fundador de CDBS:

19)  1994 - Foi fundada a CBDS, Confederação Brasileira de desportos de Surdos, em São Paulo – Brasil.

20)   1996 - Lei Municipal N° 7.857 (30/09/1996) – Porto Alegre. A Câmara Municipal de Porto Alegre aprovou a lei e a língua de sinais oficializada.

21)  1999 - Lei Estadual N° 11.405 (31/12/1999) – Rio Grande do Sul. O governo do Estado do Rio Grande do Sul aprovou essa lei que reconhece a Libras como meio de comunicação para os surdos.

22)  2002 - Lei Federal N° 10.436 (24/04/2002) – Brasil. Essa lei oficializou a Libras no Brasil.

23)  2005 – Decreto nº 5.626 de 22 de dezembro, Libras é Língua Brasileira de Sinais.

24)  2006 – Curso de Graduação em Letras/libras, com a coordenação da Universidade Federal de Santa Catarina e com a participação de 9 (nove) pólos, situados em diferentes estados brasileiros.

25)  2008 – Curso de graduação em Letras/Libras, licenciatura e bacharelado, coordenado pela Universidade Federal de Santa Catarina, sendo a UFRGS em Porto Alegre, um dos pólos. No total há 15 pólos, em diferentes cidades brasileiras.

·          Fundador do INES:
26) No Império de D. Pedro II, em 1857, o professor francês Hernest Huet veio para o Brasil fundar a primeira escola para meninos surdos de nosso país, a Imperial Instituto de Surdos Mudos, hoje Instituto Nacional de Educação de Surdos (INES).

·                          27. Lei de Interprete de LIBRAS:
27) Lei nº 12.319 de 1 de setembro de 2010

28)   A lei que dez anos atrás reconheceu a língua de sinais no Brasil serviu de alicerce para uma série de políticas públicas.

29)  O mesmo decreto de 2005 estabeleceu que os cursos de formação de professores (pedagogia, letras, matemática etc.) e os de fonoaudiologia, tanto públicos quanto privados, devem incluir lições de Libras em suas grades curriculares.

30)  Movimento de setembro azul:
31) O Setembro Azul pode ser entendido como o marco fundamental no que diz respeito à mobilização nacional  na defesa das escolas bilíngüe para surdos, o Setembro Azul é um movimento social motivada por uma critica à atual política de educação especial que tem como prioridade o modelo da inclusão, ou seja, colocar os Surdos em escolas regulares e posteriormente o fechamento das escolas especiais.
32)  Ocorreram dois eventos que motivaram o movimento que são o “equivoco na elaboração do Plano Nacional de Educação pelo CONAE” e o “Risco de Fechamento do INES”, resultaram em uma mobilização nacional de caravanas que se encontraram em Brasília entre os dias 19 e 20 de maio de 2011, e foi no mesmo tempo que a FENEIS elaborou a carta na qual se mostrava favorável à Educação Bilíngüe para os Surdos e uma critica forte à dita inclusão escolar solicitando uma equiparação entre Educação de Surdos e a Educação Indígena.

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